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sábado, 25 de novembro de 2017

Perguntas e respostas #3 - Como foi meu início dos estudos.

@c_maaia
Já contei aqui que, no início de 2015, sai do emprego pra poder me dedicar integralmente aos estudos. (Hoje acredito que eu não tomaria essa mesma decisão, mas isso é assunto pra outro post!) :) E me pediram pra contar como foi no começo, então lá vai!

🔵 Material: Como eu queria criar uma base, a primeira coisa que fiz foi assistir a um curso do CERS (na época era meu preferido) para Tribunais. Fiz um caderno completo de todas as matérias que cairiam nas minhas provas. Esse foi meu primeiro passo.


💠 Hoje, meus cursos preferidos pra Tribunais são, sem dúvida alguma, o Ênfase e o PapaConcursos. 

Depois disso, segui estudando pelas anotações, livros e questões. É o que venho fazendo até hoje.

🔵 Principais erros na minha preparação: Acho importante compartilhar essa parte da minha trajetória para que vocês não cometam os mesmo erros (o que atrasa MUITO a vida da gente até a aprovação). 

1) Eu vivia pra trocar de doutrina. O que eu fazia: Lia uma doutrina de Constitucional, por exemplo. Ao terminar o livro, partia pra outro. Ao terminar esse outro, partia pra outro. O que você deve fazer: Escolha UMA doutrina para cada disciplina e NÃO fique pulando de livro em livro! Você vai REVISAR esse que escolheu! Sempre! REVISE!

2) Não resolver questões. Gente, resolvam questões! É assim que você vai conhecer a banca e perceber qual o tema dentro de cada disciplina que ela tem mais probabilidade de cobrar. Apesar de, desde sempre eu ouvir os professores dizendo que isso era importante, eu simplesmente deixava pra depois e o depois (hora de resolver questões) nunca chegava. Apenas no início de 2017 (pasmem, dois anos sem resolver exercícios!) que eu fui introduzir a resolução de questões nos meus dias. Isso porque um grande amigo ficou no meu pé TODOS OS DIAS até eu aprender a importância disso.

🔵 Uma ferramenta que eu não abro mão de usar é o APP APROVADO. Nele você cadastra suas matérias e, ao começar a estudar, liga o cronômetro e consegue controlar seu tempo de estudos.

Apenas não seja aquele povo chato que ama ficar postando suas horas de estudos nas redes sociais. Ninguém precisa (nem quer) saber disso. Esse aplicativo serve apenas pra você mesmo controlar suas horas de bunda na cadeira (HDBNC). 

🔵 Mais tarde eu fui ter um coach, mas não comecei com ele. Coach é algo que você vai contratar se achar que realmente precisa. Até porque, como eu sempre digo, um coach vai apenas te ajudar com seu cronograma, sanar dúvidas, dar algumas dicas. Mas ele nunca vai estudar por você. Ou seja: Se você quer contratar um coach achando que ele vai fazer algum milagre, esqueça! Só você pode fazer a sua parte!

🔵 Eu mesma fazia meus cronogramas. Não tem segredo. Coloque suas matérias do edital no papel e veja quantas horas você tem por dia para estudar. Divida as matérias por semana dentro dessas horas disponíveis. Nada de outro mundo. 

Algumas reportagens que podem te ajudar:
Além disso, basta procurar no youtube vídeos sobre esse assunto que você encontra vários que vão te auxiliar.

Espero ter ajudado!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Perguntas e respostas #2 - Concurso escada?

@jeholivers

Vale à pena estudar para um concurso "menor" pra só depois estudar para o que realmente é o meu sonho (aquele concurso "maior)?

Como já contei aqui uma vez, meu sonho, desde muito nova, sempre foi Ministério Público. Contudo, por achar que estudar pra ser Promotora demandaria muito mais conhecimento e tempo, pensei: "Primeiro vou fazer concurso pra Analista e Técnico e depois, quando já estiver um cargo pra conseguir me manter ($), eu posso estudar pra MPE."

O problema é: Em janeiro vai fazer três anos que estou nessa. Uns podem dizer que é pouco tempo, mas pra mim parece uma vida. E é uma vida estudando pra algo que não é meu sonho, entendem?! E outra que concursos de Tribunais estão cada vez mais concorridos e com provas mais difíceis. 

Ou seja, não é porque é um concurso "menor" que vai ser fácil passar.

Então, o que me pergunto hoje é: Será que eu não "perdi tempo" estudando por três anos pra analista - que nem é meu sonho - ao invés de já estar há três anos estudando pro MP?

Complicado, né?! Tem horas que dá até uma crise existencial quando paro pra pensar nessas coisas ... 😭 Mas, como o mundo não para pra eu sentar e chorar a gente segue!

No final das contas, não sei muito bem o que te dizer, mas deixo um questionamento pra você: Se for pra sofrer, que a gente pelo menos sofra por aquilo que a gente quer muito, não acha?! :)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Perguntas e respostas #1 - Estudar pra concursos ainda na graduação: será que vale à pena?

@oliveiramalu

Estudar pra concursos ainda na graduação: será que vale à pena?

Várias vezes me pego pensando o quanto eu gostaria de poder voltar no tempo e fazer tudo diferente na minha graduação. Eu sempre gostei de estudar, então a faculdade não foi um problema pra mim. Contudo, até comentei com uns amigos esses dias, o quanto achei minha faculdade "fraca". Só que, apesar de ela não ter sido das melhores, eu poderia sim ter feito muito mais por conta própria. E é exatamente nisso que eu gostaria de poder refazer.

Vou explicar: Não sei se esse também é o seu caso, mas eu já entrei na faculdade sabendo que meu sonho era concurso público. Então, hoje, eu vejo o quanto eu deveria ter me aprofundado deeeesde o início. Claro que naquela época (2008-2012), a quantidade de informações - apesar de já serem muitas - não eram como hoje em dia. Mas vocês que estão na faculdade de Direito HOJE e sabem que querem estudar pra concursos, têm acesso a diversos meios (instagram é o principal deles), onde vocês "vivem" a luta de diversos concurseiros, recebem dicas, têm acesso a dicas de Juízes, Promotores, Analistas que dividem como foi toda a rotina até a nomeação. E VOCÊS PRECISAM APROVEITAR ISSO!

Não deixem pra estudar "só quando eu me formar". Acho que esse pensamento é a maior perda de tempo que a gente pode ter na vida. Não tô dizendo que é fácil, porque eu sei que não é. Eu também vivi tudo isso de provas, estágio, trabalhos, TCC, prova da OAB ... Mas se tem uma coisa que posso dizer é: DÁ PRA CONCILIAR! Basta você querer e se organizar.

Só que pra isso você vai precisar abrir mão de vários finais de semana de festas pra ficar em casa estudando. Muitos vão apontar e dizer que você é careta, que está perdendo tempo e darão risadas. Mas você vai estar abrindo mão de uma diversão passageira pra ir em busca de uma futuro maravilhoso. 

Eu não estou dizendo pra você nunca se divertir, porque eu sou a pessoa que mais prega equilíbrio que conheço. Acho que temos que ter momentos pra tudo. Mas obviamente, os momentos de diversão serão muuuuuuuuito menores que os momentos de sentar a bundinha na cadeira e estudar. 

"Ai, Cacau! Mas eu sou jovem! Quanto sofrimento deixar de me divertir pra estudar", você poderia dizer. Então vou aproveitar e transcrever pra vocês um trecho do livro "12 dias para atualizar sua vida" que estou lendo:
"Primeiro, descubra quem é você de verdade e depois projete aquilo que você gostaria de se tornar. (...) Perceba que sacrificar-se não é sofrer. A diferença é que o SOFRIMENTO produz uma dor que morre em si mesma, que não serve para nada. Já o SACRIFÍCIO dá fruto em meio às dores."
Entendem? É difícil? É! Mas é um SACRIFÍCIO QUE DÁ FRUTOS! 

Já parou pra imaginar como vai ser sua vida concursado, com dinheiro no bolso todo final de mês (como diria minha mãe: "faça chuva ou faça sol"), trabalhando com o que você gosta. Na minha opinião, festa nenhuma vale mais que isso! 

Então, se eu puder dar um conselho e dizer se vale a pena se virar em dez e conciliar a faculdade e estudos pra concursos, seria: CLARO QUE VALE!

Você vai precisar ser o mestre da organização e dedicação, mas láaaa na frente, você vai ver o quanto foi uma escolha feliz!

* O que eu escrevo aqui é a minha opinião. Não se trata de nenhuma verdade absoluta e você não precisa concordar comigo. Mas sempre precisa respeitar. :)  

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Minha preparação pra a OAB


No último domingo foi aplicada mais uma prova da OAB e algumas pessoas vieram desabafar comigo a tristeza de não ter conseguido ir para a segunda fase. 

Diante disso, surgiu a ideia de contar aqui um pouco da minha história e como foi minha preparação.

2012. Eu ainda estava no último ano de faculdade quando resolvi fazer a prova. Como sempre fui daquelas alunas dedicadas, coloquei na minha cabeça que era minha obrigação me formar já aprovada na OAB. (Nesse momento, se eu pudesse te dar um conselho, seria: Não faça essa autocobrança com você, porque não ajuda em nada!)

Data da prova publicada, era hora de escolher qual cursinho eu iria fazer. Naquela época eu mal ouvia falar em cursos online, então era certo que faria um presencial. E aqui na minha cidade eu tinha duas opções: Damásio ou LFG. Busquei informações com uma amiga que havia se formado um ano antes e ela, que havia feito curso na Damásio, me indicou o mesmo. 

E lá fui eu. Escolhi o curso Reta Final, que tinha duração de três semanas, sendo uma matéria por dia. Como já disse aqui, sempre gostei de estudar, então isso foi suficiente pra mim. Era como uma mega revisão de cada matéria por dia. Só que não era só ir ao cursinho e pronto. 

Último ano de faculdade. TCC. Estágio na cidade vizinha. 

Como minha faculdade era pela manhã, eu chegava correndo em casa, engolia a comida, tomava um banho e corria feito Bolt pra não perder o horário da minha Mercedes (vulgo busão - geralmente lotado, sem ar condicionado e com direito àqueles seres humanos gente boa que gostam de ouvir um funk, mas não se dão ao trabalho de usar um fone de ouvidos. Mas enfim!) 

Saía do estágio às seis, chegava na minha cidade quase às sete: horário em que o cursinho começava. Dessa forma, já sabem: Passava em casa, nem trocava de roupa, pegava caderno e saía com o pão na mão e agradecendo aos céus por sua mãe ter a boa vontade de te levar até lá.

A aula começava às sete e terminava às dez e alguma coisinha. Chegava em casa, tomava banho e ainda REVISAVA A MATÉRIA! E assim foi durante três semanas. Nos finais de semana eu não descansava: eu também estudava durante todo o dia e a noite podia sentar pra ver um filme ou sair pra comer algo. (Nessa época eu namorava e me sentia muito sortuda por ter alguém que me apoiava. Ele jamais reclamou por eu passar aqueles finais de semana estudando.)

Chegou o dia, primeira fase. Eu, dramática como sempre, cheguei em casa falando pra todo mundo que nem queria falar sobre a prova porque não havia conseguido. Antes das dez da noite, o gabarito. Eu com a caneta na mão e o namorado do lado falando as alternativas corretas. Antes de terminar a correção, ele falava "Já deu 40! Já deu 40!", e eu não acreditava. Quando me dei conta de que havia acertado 52 questões eu sai feito uma MALUCA GRITANDO pela casa. Quem olhasse e não soubesse do que se tratava, era capaz até de pensar que eu havia ganhadora na loteria. 😀

E lá fui eu pra segunda fase. O fato mais curioso nisso tudo é que eu ODIAVA Direito Penal enquanto na faculdade. E quando assisti aula com os professores da Damásio, simplesmente me apaixonei pela disciplina! E por causa deles, que me fizeram olhar o Direito Penal com outros olhos, o escolhi pra segunda fase. Patrícia, Madeira, Junqueira, Flávio Martins ... QUE TIME! Com toda certeza eles foram ESSENCIAIS na minha aprovação! E por isso eu tenho tanto carinho pelo time da Damásio.

Colei grau já aprovada na Ordem e no início de 2013 já engatei uma Pós-Graduação. Adivinhem de que? Penal e Processo Penal, óbvio! Adivinhem aonde? Na Damásio, também óbvio! 😀

Assim, como a minha experiência ali foi tão boa, todas as vezes (até hoje!) que alguém me pede ajuda pra escolher qual cursinho fazer pra prestar a prova da OAB, eu sempre indico a Damásio. Afinal, foram eles que me auxiliaram nessa jornada nada fácil! (Mas com um final super feliz!)

Pra que eu contei tudo isso? Pra mostrar que nada é fácil. Não foi pra mim, não vai ser pra você. Pode acontecer de você reprovar? Pode sim, mas o que você fazia quando era criança e caía da bicicleta? Abria a boca pra chorar, limpava a areia do machucado, montava na bicicleta novamente e seguia em frente. E é exatamente isso que você que foi reprovado vai fazer agora! 

Eu sei que a sensação é péssima, porque eu também passo por isso estudando pra concursos. Mas não deixe que uma reprovação te impeça de tentar novamente. Chore o quanto for preciso pra colocar pra fora toda a raiva/medo/tristeza/frustração. Mas não deixe esse "luto" perdurar por muitos dias. Porque você precisa secar o rosto e partir pra mais uma batalha. Afinal, ninguém nunca nos disse que seria fácil.

domingo, 12 de novembro de 2017

Estudos, medos, angústias ... e mãos amigas que não nos deixam desistir.


Eu sempre fui daquelas pessoas super positivas, sabe?! É raro você me pegar reclamando de algo que falta, porque eu sempre soube agradecer pelo que já tenho e olho pro que desejo conquistar como lucro. E quando decidi parar tudo pra estudar pra concursos, não foram poucas as sugestões de que isso era uma absurdo ou até mesmo perca de tempo. 

O que não me abatia. Porque eu tinha dentro de mim aquela certeza incontestável de que, levasse o tempo que fosse, eu faria do meu sonho uma realidade.

Contudo, de uns tempos pra cá, eu dei uma brusca desanimada. Claro que ninguém é forte o tempo todo e sempre vai haver um dia ou outro que não vamos estar tão dispostos a lutar. Porém, o que me incomoda é ver essa tristeza se arrastando. Há mais de mês não estudo direito. Há mais de mês perco a hora de acordar (e isso ao menos chega a me incomodar). Há mais de mês sento na minha mesa de estudos, todos os dias, e simplesmente me perco em pensamentos negativos que me levam a pensar em desistir. De TUDO. Eu sei que não é normal. Eu sei que é preocupando, mas, ao mesmo tempo, tenho a dificuldade de contar isso às pessoas e, quando tempo falar, o que sinto é que elas - por mais que tentem - não entendem.

E pra não acabar desanimando quem me vê como uma inspiração lá no @concurseira_capixaba, raramente falo abertamente sobre isso. Já comentei algumas vezes sobre estar desanimada, mas evito. Minha intenção é colocar as pessoas pra cima, não arrastá-las pro meu momento triste. Nesses momentos, me sinto exatamente como a Meredith ...


E por achar que, por mais que eu fale, ninguém entende e que não posso ficar por ai "infectando" as pessoas com meus problemas internos, acabo me fechando. 

Só que existe uma outra rede - que não o Instagram - que eu tenho criado um enorme carinho nos últimos tempo, na qual você pode falar à vontade, ainda que ninguém tenha lhe perguntado nada (🙈), e foi aonde eu resolvi desabafar. 

Minhas sequência de tuítes foram as seguintes:

"Saudades de quando eu deitava pra dormir e NÃO PRA FICAR PENSANDO NA MINHA VIDINHA VAZIA".

"Tô na fase em que sinto MUITA vergonha quando me perguntam "e ai, o que você faz da vida?" e eu tenho que responder "eu estudo pra concursos"

"E não me venham com esse blablablapositivo de que "você deveria agradecer por ter essa oportunidade" porque isso não ajuda em nada! 28 anos, não tenho um emprego, ainda moro com meus pais e estabilidade ZERO"

"Ando extremamente infeliz e frustrada com essa minha realidade. E não posso dizer que sinto orgulho do que estou fazendo (estudar), porque eu, que sempre fui TÃO positiva pra TUDO, hoje duvido - MUITO - de que vá dar certo"

"Ter uns dias de tristeza faz parte da natureza de qualquer ser humano. O problema está no fato dessa tristeza perdurar, como a minha está fazendo. Dai você começa a questionar sua vida inteira e começa a não ver sentido em mais nada"

"E isso dói um TANTO dentro do peito, que ninguém lá do "lado de fora" é capaz de entender ..."


Que bad, né?! Pois é ... Só que pra mim foi como tirar um peso das costas poder dizer exatamente como me sinto. E a coisa mais linda foi o que aconteceu logo depois: as mensagens lindas de carinho que recebi de várias pessoas que ao menos me conhecem, mas estão na mesma luta. 

Incrível essa vida, né?! De onde menos você espera é que surgem as mãos amigas que não te deixam desistir. 

E assim como me ajudou, eu não poderia deixar de compartilhar a história de uma delas que deu aquele pontapé no processo de renovar minhas forças. Ela disse assim:

"Olá!!! Tudo bem? Eu não sei se te ajuda te contar um pouco da minha história , mas olha, já estive muito na merda nessa vida de concursos... Passei por 10 reprovações pra passar pra um concurso de técnica judiciaria. Depois que passei, ainda demorei quase dois anos pra ser chamada. Até minha posse tive que trabalhar como advogada durante 2 anos 12 horas por dia ganhando 2 mil reais sem mais nenhum benefício. Aí eu tomei posse, meu salário melhorou. Em 6 meses fui chamada pra assessorar uma juíza (o que jamais achei que poderia acontecer) e meu salário dobrou. E hoje tô na luta pra passar pra Defensora. Fiz esse resumo pra vc não perder as esperanças. Antes de ser aprovada e antes de tomar posse eu quase entrei em depressão achando que nada daria certo. Uma hora acabou dando. Se deu pra mim, vai dar pra você também."

E ainda acrescentou:

"Antes de passar pra técnica, meu pai chegou a dizer para mim que eu tinha que esquecer esse negócio de concurso e ir trabalhar. Um mês depois parou de me bancar financeiramente. Logo dps eu passei e ele nem se recorda do que falou pra mim, mas isso marca a gente. Usa as angústias do dia a dia a seu favor e pensa que é só uma questão de tempo."


Depois desse depoimento acho que nem preciso mais dizer muita coisa, né?!

Então, que a gente aprenda a renovar nossas forças todos os dias. Vamos estar mega animados pra estudar toda manhã? Não, não vamos. Porque nem todo dia é bom. Mas temos que manter a disciplina e fazer o que deve ser feito. E quando a bad bater, saber que tem sempre alguém de peito aberto (e que entende como é viver essa montanha-russa de emoções) pra nos apoiar, faz a gente superar os tropeços e ter força pra continuar.

No final das contas, ainda ganhei uma querida master do universo pra trocar ideias e incentivos pelo whats! (Beijo pra ti, Lari! ❤)

Por isso, não se esqueçam ...




sábado, 11 de novembro de 2017

Como fazer revisões?, por Karine Waldrich


Nesse link: https://goo.gl/LQi78e você encontra o ebook da professora Karine e Auditora Fiscal da RFB (https://www.instagram.com/karinewaldrich) com as dicas para fazer uma boa revisão! Aproveitem! :)

"O lance é tornar esse processo de revisão algo agradável, que faça com que você perceba a sua evolução e ateste o que vem aprendendo. Algo que estimule a estudar e seguir em frente nessa etapa tão importante e honrosa rumo à aprovação."


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

"Por que você insiste em compartilhar seus sonhos com quem não acredita em você?"



“Muitos não entendem. Muitos não acreditam. Muitos nem ao menos se importam. E por fim muitos nem precisam saber! Sabe aquele parente chato e aquele colega de trabalho pé no saco que sempre perguntam a mesma coisa? E já perguntam querendo e esperando uma resposta negativa...

Então, isso acontece pois você compartilhou seus sonhos e metas com as pessoas erradas. Siga sua vida nos seus termos sem dar satisfação para esse povo que não quer te ver tendo uma vida melhor que a deles.

Sabe por que eles não mudam? Porque é mais fácil criticar quem faz alguma coisa! Mesmo porque a única forma de não ser criticado é não fazer nada e não ser nada! Eles preferem cuidar da vida dos outros a ter que dar jeito na vida deles! Para os pessimistas é mais fácil torcer pelo fracasso do outro do que ter que dar a cara a tapa e lutar por um sonho. 

Pessoas medíocres entendem o sucesso dos outros como sendo o fracasso delas! É um incômodo para elas ver o outro bem. E é por isso que elas nunca serão bem-sucedidas, porque não tem como alcançar algo que você abomina! 

Sempre vai ter alguém para ir lá criticar aquele que demorou pra passar. Mas ele foi lá e fez! O que você está fazendo? Assim, funciona em tudo. Muitos que te criticam nunca fizeram e nem farão 1% de tudo o que você já fez, faz ou fará! 

Sendo assim, fez uma prova e não passou? Ok! Corrija os erros, estude mais, prepare-se melhor e continue até passar! Ninguém nasce sendo o melhor e ninguém sabe tudo! É tudo aprendizado e feedback. 

Quando alguém te criticar, mande ir lá fazer a prova e passar por todo o processo! Com certeza, você vai calar muita gente ou vai ouvir muitas desculpas.”

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A vida não para pra você estudar




“Não adianta você esperar a semana perfeita, sem nenhum compromisso além de estudar. A vida acontece e você tem que mostrar flexibilidade. Compromissos surgem, eventos inesperados e até mesmo uma doença acontece. E ai, o que você faz? Paralisa até passar?


De jeito nenhum. Faz o seu melhor com as condições que tem mesmo!!!
Se você só tem 4h disponíveis por dia, faz o seu melhor nesse tempo. Se tem 12, consegue ter mais folga pra estudar, se exercitar e algumas atividades extras.

Existem dois tipos de pessoas: as que esperam as condições perfeitas pra estudar e as que cortam todas as outras atividades pessoais/extras pra estudar. E de verdade, não adianta ser nenhuma delas! EQUILÍBRIO.


Não adianta cortar todas as suas diversões, todos os seus prazeres e viagens. Se não vc chega na prova com aquele sentimento de ALL IN, que viveu praquele evento. E aí o que acontece? A ansiedade aumenta e a prova te engole.


A vida acontece ENQUANTO você estuda. Viva! A vida é muito curta pra colocá-la em pause pra estudar. 


Faça um ritmo de prioridades, mas não se prive de viver nada e ao mesmo tempo não espere por algo pra estudar.” 



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Por onde estudar Redação?


Eu conheci a professora @lilian.furtado fazendo as aulas teóricas de Redação no meu Curso de Tribunais e MPU do @cursoenfase. E a partir dali tive a oportunidade de conhecer ainda mais o trabalho dela através do @gabaritandoredacao. Lá acontece assim: Você faz o curso de redação de acordo com a banca do seu concurso. Você recebe o tema, faz a redação, envia pro professor que vai corrigir tudinho e mandar a correção pra você por áudio, explicando CADA detalhe. Eu, sinceramente, sempre esperei por um curso assim e sobre a @lilian.furtado eu me acho até meio suspeita pra falar, porque sou fã mesmo! Mais que uma professora, parece uma mãe de tão carinhosa e atenciosa. Ah! E pra quem não sabe, semana passada teve live no @gabaritandoredacao e o professor simplesmente acertou o tema da Redação do TRE-BA! Sensacional, né?! E pra quem vai fazer TRT-SC, hoje (23/08) tem live às 21h com a professora @lilian.furtadofalando sobre redação da FGV!

Link do site: http://www.gabaritandoredacao.com.br/

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Porque estudar também é trabalhar!



"Eu não TRABALHO, SÓ ESTUDO!" 😳🤔 Estudar é um trabalho para poucos!!! Afinal, quem consegue investir em uma atividade não remunerada, na perspectiva de retorno apenas no futuro?

Quem consegue passar seus dias inteiros e até mesmo anos, na "frieza" de um quarto, biblioteca ou sala de estudos em silêncio e concentração total, para adquirir de conhecimento?

Quem consegue renunciar a vida social, momentos em família, series, TV, viagens para ficar "trancafiado" com os livros, em prol de um futuro promissor?

Quem consegue ficar "liso", sem dinheiro, economizando absolutamente tudo, dependendo de economias próprias, ou dos pais/marido, sentindo-se desconfortável com cada gasto (fazer provas tem um custo muito alto) e justificando cada necessidade com a sensação de estar extrapolando?

Quem consegue, em meio a tantos problemas do dia a dia, manter o foco e concentração numa rotina que exige um esforço intelectual que cansa mais do que muitos trabalhos intensos? 
Quem nunca sentiu culpa por não render como deveria num dia de estudo, sabendo que essa era sua única função? Ou quem nunca se desequilibrou emocionalmente diante da incerteza de não existirem fórmulas para aprovação, e sim um "método" que funciona pra cada um, sem nunca saber se estamos ou não no caminho dele?

Quem consegue fazer tudo isso por tempo indeterminado, sem resultados, caindo e levantando, encarando a família e amigos, muitas vezes no silêncio de não saber explicar uma reprovação, e começando de novo tantas e tantas vezes?

Não precisar conciliar dois trabalhos (o remunerado e o estudo) é um privilégio SIM, e devemos ser imensamente gratos. Mas isso não significa reduzir a responsabilidade e o peso do estudo! 
Precisamos cada vez mais nos convencer que ESTUDAR é TRABALHAR! E mais: é um trabalho para poucos, porque nem todos, mesmo tendo a oportunidade, estão dispostos a "pagar o preço" de se dedicar tanto "sem preço" imediato. 
Pense nisso e siga firme! Dias difíceis existem para selecionar vocacionados! NÃO É SORTE! É TRABALHO DURO!" (@lilian_lisboa)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Depoimento @karinewaldrich :)


(Fonte: http://www.forumconcurseiros.com/forum/forum/f%C3%B3rum-concurseiros/como-fui-aprovado/64493-karinewaldrich)

"Karine Waldrich
Cidade: Blumenau - SC
Idade: 25 anos
Formação: Administração (dez. 2007) e Engenharia Química (out. 2008)
Reprovada nos seguintes concursos: Eletrosul 2009
Aprovada nos seguintes concursos: Ciasc 2009, AFRFB 2009 (39o lugar) e ATRFB 2009 (61o).

Pessoal, minha intenção é contar como foi meu estudo para área fiscal, e agradecer a este fórum por ter me auxiliado tanto.

1) O INÍCIO 

Até janeiro de 2009 nunca tinha passado pela minha cabeça fazer concursos, muito menos estudar para algum deles. Sempre sonhei em trabalhar em empresas grandes, bem dinâmicas, essas coisas. Até que em 2008 fiz estágio final da engenharia em uma multinacional. Achei o estágio bem legal, mas comecei a ficar decepcionada com a vulnerabilidade existente nessa e em outras empresas. Via pessoas com 15 anos de empresa, família, filhos, bastante competentes, sendo demitidas de um dia para o outro, por n motivos: a crise mundial, um novo chefe que chega querendo “revolucionar” e manda todos embora... enfim, não conseguia me ver planejando meu futuro dessa forma. 

Após a formatura tentei alguns trainees, em alguns fui reprovada e em outros aprovada, mas mesmo assim estava desapontada pois sabia que trabalhar em empresa não era mais o que me realizaria. Foi quando, em janeiro de 2009, um amigo que havia passado num concurso me deu o toque para fazer concursos.

Fiz o concurso da Eletrosul (no qual fui reprovada) e me matriculei num cursinho que vi a propaganda no jornal (era o curso Aprovação). Fui fazendo o curso, e fiz outro concurso (Ciasc 2009), na qual fui aprovada. Até que no final de março o ministro Paulo Bernardo apareceu no Jornal Nacional dizendo que os concursos federais em 2010 seriam suspensos devido à crise. Toda a minha família viu essa entrevista, e eu tinha acabado de passar em outro concurso... Aí fui abandonando o cursinho aos poucos, só ia nas aulas de contabilidade. Enfim, desanimei de estudar mesmo.

Nesse ponto admito uma falha minha, que admiro nos concurseiros que estudaram mais tempo. Eu acho que nunca conseguiria ficar estudando sem previsão de edital, essas coisas. Sempre fui aquela aluna do fundão que estudava o suficiente para passar de ano (ou no vestibular). Ou seja, quando acho importante, estudo, mas preciso de uma "pressão"... Por isso, desanimei de estudar quando vi que as previsões de edital eram remotas.

Até que em 24 de abril saiu a autorização para o concurso da Receita. Falei com meu namorado à época, e decidi que iria me dedicar. Escrevi para o Alex Meirelles (tinha acabado de ler o seu “Manual”) e pedi sua opinião: será que eu conseguiria competir com pessoas que estavam tão bem preparadas, há tanto tempo? Ele disse a seguinte frase: “Se vc encarar o dragão com força, dá tempo para chegar brigando sim.” Pronto, era tudo o que eu precisava para seguir em frente.

2) PRINCIPAIS DIFICULDADES 

2.1) GRANA 

Minha família estava em grandes dificuldades e eu não tinha dinheiro sobrando para estudar. De formatura ganhei uma graninha de um tio, que usei para pagar o cursinho inicial (o Aprovação). 

Meu namorado à época se dispôs a ajudar. Então fiz a primeira compra de livros, curso do Ponto, e ele ia me ajudando em tudo. Realmente, isso foi muito importante. No entanto, o que era um projeto dos dois acabou virando um projeto meu, pois o namoro acabou em julho. Aí foi a fase mais tensa, pois ou eu parava de estudar e jogava tudo o que tinha estudado e adquirido fora, ou dava um jeito. Escolhi a segunda opção...

Aí toda a família entrou na dança: meu pai comprava meus livros com o cheque especial, minha mãe pagava algumas coisas, minha vó dava um pouco da pensão do INSS para pagar um curso para mim... Nossa, isso me emociona muito, jamais irei esquecer dessa fase difícil.

2.2) CRENÇA DAS PESSOAS NA IDONEIDADE DO CONCURSO 

No nosso país é natural que as pessoas duvidem de que “baste” estudar para conseguir uma carreira estável. Minha família tinha essas dúvidas, e foi difícil fazer com que elas “botassem fé” nesse projeto.

Meu pai, apesar de ter me ajudado muito, até hoje é uma pessoa com pé atrás. Tenho certeza que ele me ajudou mais por acreditar que aquilo era importante para mim do que por achar que concurso “realmente funciona”. Estou doida para receber o meu holerite e mostrar para ele logo ueheueuheu

De outras pessoas, depois que passei, ouvi: “É, agora vai saber quando vão chamar neh, te prepara para esperar uns 2 anos...”. 

Eu só pensava: “Ah, ok, obrigada pela força”... rsrs

2.3) QUERER VIVER 

Eu sou uma pessoa muito animada, sempre gostei de fazer muitas coisas, de ser a última a ir embora dos aniversários dos amigos, de estar “lá” quando eles precisassem... E tive que abrir mão disso tudo. Meu único período de descanso era aos sábados à noite. Fora desse período eu estudava, e ponto final.

Isso com certeza foi o mais difícil de tudo. 

Aqui repito a frase da colega e concurseira Felina: concurseiro tem que ser muito resiliente para ser aprovado num concurso.

2.4) "MINHA VIDA PROFISSIONAL PAROU!" 

Eu via os colegas de faculdade se dando bem, trabalhando, comprando carro, viajando, essas coisas... claro que tinha consciência de que estava buscando algo mais perene, mesmo assim era muito difícil. E se eu não passasse em nada?? Ia botar meu CV embaixo do braço e sair mandando p todo mundo, depois de um tempo “parada”??

Por isso, hoje, aprovada, digo: encare com MUITA SERIEDADE o seu estudo para concurso. Não é o seu tempo disponível que vai fazer você passar, é sim a seriedade com que você planeja os seus estudos, compra material, estuda, efetivamente. Por isso é que tem muita gente que trabalha e passa, e muita gente que não trabalha e não passa. Se você estuda há um tempão, faz concursos, e não passa, seja humilde: reveja seus pontos fracos, faça uma análise crítica do seu estudo, e corrija o rumo do barco. Não adianta falar “ai, eu faço tudo certo, não sei porque não passo, deve ser falta de sorte”. Claro que muita coisa pode acontecer, a pessoa pode ter problemas, mas uma coisa é certa: quem mais estuda, passa. Por isso, ESTUDE, E COM MUITA SERIEDADE.

3) ROTINA DE ESTUDO 

3.1) ANTES DO EDITAL 

Assim que saiu a autorização (24 de abril de 2009) e decidi estudar, comprei os Descomplicados, o curso do Moraes Jr no Cathedra de Contabilidade, e o livro de Tributário do Ricardo Alexandre (segui as dicas aqui do FC). Em contabilidade e português eu tinha feito as aulas no curso Aprovação, mas nas demais matérias estava começando do zero. Umas 2 semanas depois comprei os de questões do Barchet, o do JMR de questões, o curso do ponto de CI...

Estudava muito. Nessa época eu não contabilizava as horas diárias, mas tenho uma ideia de quanto era pois, depois do edital, quando passei a contabilizar as horas e estudava 9 horas líquidas por dia, tinha a sensação de que estudava menos do que nessa época antes do edital. Eu acordava cedo, estudava, almoçava, estudava logo em seguida, jantava, estudava.

Assim foi até julho, quando eu fiquei doente e com sinusite, uma semana de cama. Nessa semana percebi que estava pegando pesado demais. Aí passei a estudar de manhã, almoçar e dar uma descansada (via globo esporte, jornal hoje, etc), voltar a estudar depois do jornal, parando para jantar pelas 7 da noite, via um pouco de TV com meu pai e voltava a estudar pelas 10 da noite, por mais 2 horas.

Para quem só estuda acho importante esses períodos de descanso entre os momentos de estudo, pq senão a pessoa satura demais. Para quem trabalha eu não posso dar muitas dicas, entendo que seja bem mais difícil ter esses tempinhos... O próprio trabalho tem que ser uma espécie de “descanso pra mente” rs

Quando chegou início de setembro, eu estava bem desanimada, estava estudando demais há 5 meses, já havia estudado todas as básicas de trás para frente, queria fazer alguma prova, testar meus conhecimentos, estudar algo novo. Aí saiu o edital do ICMS RS e, como havia boatos de edital para o ICMS SC, resolvi estudar algumas matérias focando aquele concurso. Além disso, saíram os boatos de que haveria Comercial, Civil e Auditoria na Receita. Aí pensei: “Vou estudar para esse edital do ICMS RS, depois para o ICMS SC se sair e se não der certo tem a Receita e o AFT, cujo edital era previsto para dezembro.”

Essa decisão foi bastante acertada, pois meu rendimento, que havia caído, voltou a aumentar com a “pressão do edital” do ICMS RS. No final do mês, começaram a esfriar os boatos para ICMS SC (e consequentemente a minha vontade de fazer o ICMS RS) e pimba... EDITAL DA RECEITA! Com todas as matérias que já estava estudando (Civil, Penal, Comercial, Auditoria...).

Aí, o foco foi o planejamento, como conto a seguir.

3.2) APÓS O EDITAL 

Segui fielmente as dicas do Alex Meirelles sobre estudo após o edital. Meu domingo (dia em que o edital saiu) foi em função disso. Calculei a quantidade de horas que conseguiria estudar, planejando 8 horas/dia. Estimei a quantidade de horas por matéria, essas coisas. Esse planejamento é muito importante. A partir daí comecei a contar as horas de estudo no cronômetro.

Resolvi tb me matricular no Reta Final da rede LFG. Muitos colegas concurseiros resolveram não fazer o curso pq calculavam que seriam 16 horas a menos de estudo por semana. Eu entendo que para quem trabalha realmente esse é um tempo precioso. Mas acho que, se a pessoa se organiza, vale muito a pena fazer esse curso. Primeiro porque a maioria das aulas são boas. Segundo porque fazer o estudo render no fds é muito complicado, então o curso é uma maneira de continuar estudando de uma forma diferente. Eu lembro que o dia em que meu estudo mais rendia era na segunda, depois de um fds de aulas, pois elas me antenavam para detalhes que eu não estava estudando direito, me mostravam as matérias sob outra perspectiva, essas coisas.

Umas 2 semanas depois do início do estudo eu resolvi aumentar a quantidade diária de estudo para 9 horas/dia, pois via que algumas matérias estavam demandando mais tempo (Ex: Raciocínio Lógico, CI) e eu não queria diminuir das outras.

As duas semanas anteriores à prova serviram para revisão. Já comecei a pegar um pouco mais leve no estudo também. MAS SEMPRE ESTUDANDO, como falarei a seguir.

Acho muito importante o estudo de véspera. Nós somos humanos, e não é porque ficamos 1, 2 ou 5 anos estudando que a informação é gravada automaticamente na cabeça. Não é assim, e temos que ter humildade para perceber isso e sempre “dar uma olhadinha” nos resumos, esquemas, etc.

Não é um estudo forte, tenso. É algo leve. Nas duas semanas antes da prova eu, por exemplo, revisava a matéria, muitas vezes, deitada na cama (apoiada no travesseiro). 

O que revisar também é importante escolher. Nas duas semanas eu olhava o meus esquemas e resumos, que eu tinha feito. Já na véspera mesmo (na sexta e no sábado a noite), para mim foi legal ler algo que nunca tinha lido, para pegar alguma “novidade”. Esse material foi o bizu do ponto. Foi excelente para pegar umas coisinhas extras de última hora, especialmente nos direitos. Lembro que resolvi as 2 primeiras questões da prova de Constitucional facilmente, só pela leitura do bizu. Fora diversos outros detalhezinhos...

Passada a prova objetiva, e vendo que minha pontuação provavelmente me habilitaria para a 2a fase, era o momento de pensar na prova discursiva...

3.3) APÓS A PROVA OBJETIVA – VISANDO À PROVA DISCURSIVA

Depois da prova objetiva de auditor tirei a semana para revisar algumas coisas para a prova de analista, mas estava tão cansada que não consegui estudar quase nada. Depois disso, resolvi aproveitar Natal e Ano Novo. Me planejei para retornar aos estudos no dia 4 de janeiro.

Mas não foi fácil. Eu estava acostumada a um ritmo de estudo bem “controlado” para a prova de auditor (controle de acertos, horas por matérias, questões comentadas...). Nada disso havia para a prova discursiva. 

Quando cheguei ao final dessa primeira semana de estudo para a discursiva, percebi que não tinha estudado quase nada, e que se continuasse nessa linha era bem capaz de rodar nas discursivas e de jogar meu sonho água abaixo.

Foi aí que tomei uma decisão que, para mim, foi decisiva. Falei com alguns colegas concurseiros e um deles, o Garsant aqui do fórum (Garsant = Gustavo Garcia, que é do Rio de Janeiro, também passou na Receita, foi trabalhar em sp e virou amigo) me contou que estava fazendo um curso presencial intensivo para as discursivas, no Rio, com aulas todos os dias à noite, revisão de todas as matérias, correção de muitas redações... O curso estava planejado para encerrar no dia 7 de fevereiro, pois todos os boatos indicavam que a prova discursiva seria em fevereiro, antes do carnaval. Bem, resumindo, essa conversa foi no sábado à noite, dia 9 de janeiro. Convenci minha mãe a me emprestar (mais) um dinheiro (saído do cheque especial dela, lógico), e no domingo procurei lugar para ficar no Rio (com a verba que eu tinha, consegui alugar um colchonete no chão do quarto de uma senhora em copacabana). Comprei passagem (de ônibus) para o Rio... e viajei na segunda! 

Comecei o curso na terça dia 12, e tudo ia muito bem, as aulas eram ótimas, eu estava vendo meu tempo render mais... até que na quinta dia 14, dois dias depois da chegada no Rio, sai o resultado da primeira fase marcando a prova discursiva para o dia 24, apenas dez dias depois! Minha mãe quis me matar! Eu tinha gasto um monte para ir ao rio, e teria menos de duas semanas de aula!

Resolvi, então, aproveitar ao máximo a minha ida e o tempo lá, afinal eu estava no Rio de Janeiro, a cidade sonho de qualquer concurseiro... Parei de ir às aulas do curso para ter tempo de revisar o conteúdo, e peguei o $$ que o curso devolveu e fiz algumas aulas particulares com uma professora de Português, seguindo as dicas do Garsant. Aqui aproveito para agradecê-lo. O Garsant teve um papel importantíssimo no meu estudo para a segunda fase. Eu estava atrasada em relação a ele em termos de estudo para a discursiva, em uma cidade diferente, dormindo no chão do quarto de uma senhora desconhecida (que, na semana mais quente do ano no Rio, não ligava o ar condicionado do quarto em que dormíamos para economizar), e ele, pacientemente, me deu a mão, corrigiu minhas redações, me deu o toque da professora particular, entre tantos outros auxílios. Serei eternamente grata a ele!

E assim foi meu estudo para a segunda fase, bem na correria, como imagino que deva ter sido para os demais colegas.

4) O DIA DA APROVAÇÃO

O dia 25 de fevereiro de 2010, em que saiu o resultado provisório do concurso de AFRFB, foi o mais feliz da minha vida, com certeza. Estava sozinha em casa e vi o nome na lista. Liguei para o meu pai, que estava viajando, e contei a notícia. Ele estava numa reunião com um cliente e começou a chorar!! Que emoção!!! Minha mãe tb ficou muito feliz, minha vó tb, minhas amigas de infância que acompanharam tudo idem.

Enfim, um dia para não esquecer jamais, um dia muito emocionante!!! Por isso, pessoal, estudem muito, pois ver seu pai e sua mãe chorando de alegria depois de tantos momentos difíceis NÃO TEM PREÇO!!!!

5) CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Bem, pessoal, esse foi um resumo do meu estudo. Aproveito para agradecer este fórum, que tanto me ajudou, principalmente aos moderadores Zami e Jr, e aos usuários que o usam com seriedade, evitando discussões sem propósito. Também agradeço a três colegas que “conheci” aqui e que foram muito especiais: O PEIXE, Opus Pi e Garsant. Além do Alex Meirelles, que sempre esteve disposto a tirar dúvidas sobre método de estudo.

Abraços e nunca desistam dos seus sonhos!!

PS: muita gente pergunta, então vou esclarecer: minha assinatura ("Minha alma cheira a talco!") é um trecho da linda música do Gilberto Gil - Palco!"

Despertar.

"Eu não fazia ideia de quem eu era até precisar de mim mesma." Eu sempre quis tanto agradar todo mundo, que, na minha cabeça, a id...