domingo, 11 de outubro de 2020

Meninos da mamãe.

É, minha psicóloga só quinta-feira, então a internet que lute.

Se tem algo nessa vida que eu tenho plena consciência é: EU NÃO SOU FÁCIL DE LIDAR. Eu tenho as minhas explosões, sou machucada - então demoro a confiar, e quando alguém vem me dizer algo, por vezes pra me ajudar, eu já tô respondendo como quem tampa pedras. (Já viu aqueles cães machucados que não sabem o que está acontecendo, então só pensam em se defender?! Pois é, sou um deles). 

Mas dentre todos os meus defeitos, eu tenho a qualidade de aceitar que preciso mudar e melhorar. Aliás, melhorei muito nos últimos meses. E sim, se vou culpar meu ex por todos os danos que ele me deixou, tenho também que agradecê-lo por ter me ajudado a melhorar em muitos pontos.

Com o fim "brusco" do namoro, onde eu achava que estava tudo bem e resolvido, eu comecei a questionar muitas coisas. Principalmente a 'bondade' das pessoas.


Estávamos na nossa "melhor fase" (frase dita por ele mesmo), até a então querida sogra - que eu considerava uma mãe - gritar comigo. Na hora, pra não perder a razão, me segurei, pedir desculpas por ter dado a opinião que ME FOI PEDIDA. Olhei pro cara e ele ali, com cara de nada. Desci as escadas da casa dele com os olhos cheios de água - e eu sei que ele viu, mas nada falou. Entramos no carro, e nem uma palavra. Chegamos na minha casa e quando o questionei, "achei que não precisava me meter, pois era uma coisa entre você e ela".

Pronto, a "louca" da Cacau explodiu. Quase terminamos aquele dia e ele ficou bem mal. Hoje, vejo claramente que não por mim, por eu ter falado sobre a mãezinha dele. 

Depois conversamos, eu, que havia dito que nunca mais voltaria na casa dele depois daquela falta de respeito dela comigo, enfiei o rabo entre as pernas - e mandei vergonha na cara pra pqp, só pode, e voltei. Tratei-a como se nada tivesse acontecido e segui a vida. Achei que os dois seguiríamos. Mas pelo visto não. 

Ele se chateou. Afinal, quem sou eu pra falar da mãe dele? Quem sou eu pra exigir que a mãe de alguém me trate com respeito dentro da própria casa e não grite comigo, né?! "Tempestado em copo dágua", foi o termo que ele usou.

Dali pra frente tudo desandou.


Sabe-se lá o que falaram de mim. Eu vi ele mais distante, colocando a culpa no cansaço pelo trabalho e pelas dificuldade com a mudança de casa. Vi ele querer se reunir com os amigos em plena sexta - dia que era nosso, afinal, só nos víamos nos finais de semana. 

Como eu me odeio por não perceber os sinais. Me sinto tão idiota por ter aberto meu coração mais uma vez, ter considerado a mãe dele uma mãe pra mim - relação que eu nunca tive com nenhuma outra sogra antes dela. 

Como me arrependo de ter engoli a seco outras ignorâncias que ela já havia feito (afinal, se eu estava tentando ser uma pessoa melhor, deveria entender que todo mundo tem um dia ruim) e, principalmente, de ter aguentado ela sempre falando da ex. 

No final, ela me chamou de LOUCA. E eu revidei bem sem classe, do jeitinho dela. (Eu sei, perdi a razão bem aqui). Mas foi como eles queriam: um motivo pra chamar de ingrata, de sem educação, sem respeito, ou seja lá o que for. Afinal, quem era eu pra não aceitar as faltas de educação que a mãe do bonitinho me fazia, né?!

Até que hoje tive a oportunidade de conversar com uma colega que contou uma situação bem parecida que aconteceu com ela, eis algumas partes da nossa conversa:

"Coloquei ele na parede e disse que ele tinha que conversar com ela. Sabe o que ele fez? Terminou comigo. Estou te contando a minha experiência pra dizer que homens assim, dependentes da mamãe, não mudam! Encare o que aconteceu como um livramento."

"É a mesma situação da mãe do meu ex, divorciada há muitos anos, o ex-marido casou novamente e ela não. O filho ficou no papel de marido."

"Eu me senti assim também, porque eles nos fazem pensar que estamos implicando com a sogra, que elas só querem ajudar. Ele nunca ficava do meu lado, sempre tinha uma justificativa pra amenizar o que a mãe fazia."

Ela contava e eu apenas arregala os olhos me dando conta de que, filhos únicos de mãe separadas, não são mesmo a melhor opção. Talvez até sejam, mas ai depende muito deles terem personalidade própria e não passarem pano pra mãe quando elas estão fazendo mal a quem o quer bem. O final desse tipo de homem? Se não se derem conta do problema, provalmente sozinhos com a mãe do lado. Afinal, eles precisam fazer o papel do marido que elas perderam.

E pensar que quando o conheci, ele demorou a me levar na casa dele porque dizia que a mãe havia se machucado muito com a ex namorada dele, que ela tratava como filha e havia sido uma decepção pra ela. Quando a conheci, ouvi várias histórias sobre como a menina foi ingrata e influenciada por uma amiga.

Hoje, depois de sentir na pele, me questiono se a tal da ex era mesmo isso tudo. Afinal, agora a ex ingrata que machucou a mamãe dele sou eu. Olha a história se repetindo. Coincidência, não?!

Será mesmo que as namoradas são sempre o problema? 

Resta a ele se dar conta de responder.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Amor ou raiva da rejeição?

Terceira sexta e, finalmente, eu sinto paz. Não que eu tenha esquecido, mas confesso que as decepções ajudam no processo. Então, enxergar algo ruim, acaba sendo bom.

Além disso, tenho repensado muito as situações e uma das perguntas - mais libertadoras - feitas a mim mesma hoje, depois de muito martelar a situação, foi: se vocês já não estavam bem, o fim foi ruim porque você ficou sem a pessoa ou porque ele terminou e a sua necessidade de se sentir aceita te faz sentir a pior pessoa do mundo por isso?

Por que você não sofreu dessa forma com os seus outros namoros de ANOS (onde você terminou a relação), mas sentiu como se fosse o fim do mundo só porque um cara - que esteve com você poucos meses, foi extremamente frio e ao menos teve um mínino de respeito por você no final - terminou com você?

Até quando você vai precisar se sentir amada por todos? Até quando você vai fazer das tripas coração por pessoas que vão embora sem nem olhar pra trás e não fariam nem metade por você? Até quando?

Não foi dor de amor. Foi a dor da rejeição. 

Enxergar isso destrava os caminhos, me faz mais leve e abre espaço pra seguir em frente. Apenas sigo. É pra frente que se anda.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Carta à mim mesma.


Confesso que fico orgulhosa do quanto você tem aprendido a ouvir, guardar e refletir sobre os assuntos que lhe trazem. Logo você, que depois de ser tão machuacada, já ia com quatro pedras nas mãos para quem vinha lhe dar um conselho.

Esses dias, enquanto você chorava por mais um amor que não deu certo, seu amigo lhe disse: "Seu problema é que você aceita qualquer coisa, você não escolhe, você aceita ser escolhida." 

Na hora você não entendeu muito bem, mas, depois de muito refletir, percebeu o quanto essa frase faz todo sentido.

Quando foi você deixou de ser amar? Tá, seu amo-próprio e sua autoestima nunca foram das melhores, mas, antigamente, você se permitia sentir borboletas na barriga pra estar com alguém. Lembra do Renan? Do Leandro? Do Oto? Seus namorados de tempos. Pois é, lembra de como aconteceu com eles? Você olhou, gostou e foi, de cara, uma troca mútua. Você os quis, de primeira. VOCÊ ESCOLHEU. Você não deixou acontecer pra ver no que ia dar. Você ESCOLHEU E QUIS DESDE A PRIMEIRA TROCA DE OLHARES. Entende a diferença?

Quando você se ama de verdade, não aceita qualquer um que chega e fica fazendo força para estar na sua vida. Você não dá tempo ao tempo pra "aprender a gostar", você gosta de primeira. Percebe agora o porquê de "nada mais ter dadoa certo depois do Oto?". Não foi praga, nem nada parecido. Foi você que deixou de ser ama e se valorizar e começou a ser achar indigna de amor. Dai começou a aceitar o que vinha.

O "start" disso? Você ainda não descobriu. Mas virar a chave, nesse momento, desbloqueando a sua mente pra essa situação era tudo que você precisava.

Sinta-se orgulhosa de si mesma, menina. E voe longe!


terça-feira, 6 de outubro de 2020

“Livrai-nos de todo mal.”

“Bendito seja o tempo que corrói as máscaras. 

Louvado seja o vento que leva embora o que não é bom pra ti.

“Livrai-me de todo mal”, esqueceu? 

Os céus ouvem orações e conversas que você não ouviu; enxergam coisas que você não viu.

Entregar e confiar - entre o trajeto dos dois, faz parte enlouquecer, não se esqueça.

Tão importante quanto saber o que quer, é saber exatamente o que você não quer ver nem de canto de olho: porque mulher corajosa que nem você olha mesmo é de frente e se despede mandando beijo.

Para relacionamentos eternamente mal resolvidos, a solução: seguir pra resolver a si.

Pra todo amor não correspondido, a verdadeira correspondência: o amor-próprio.

Pra toda mentira acreditada, a descoberta: sabedoria pra discernir quem merece seu tempo de quem nunca mereceu nada.” 

sábado, 3 de outubro de 2020

Sobre aceitar.

Continuo escrevendo pra acalmar os pensamentos. Acho que dá pra suportar melhor quando colocado pra fora. 

Me recordo que ele falava em casamento desde o início. No início, muito machucada, eu me assustava. E confesso que muitas vezes pensava: "ele é bem mais novo, só está empolgado e isso não vai dar em nada". Só que foi dando certo, e mais certo e mais certo ... até dar errado.

Não era pra ser?

Meu sonho era ter uma jóia (anel) e nunca pude. Quando contei desse sonho pra ele, me perguntou se eu toparia ele me dar o anel e o usarmos como uma aliança para o nosso noivado. Com medo, aceitei. Afinal, já fui noiva uma vez e o medo de noivar novamente para "nada" é imenso.

Quando o anel chegou: grande. Um troca poderia ser feita e foi. Quando voltou, ainda grande. Como não poderíammos trocar novamente, ele me deu e disse para usá-lo como um presente.

Na hora, ao vê-lo frustrado, o que me veio à cabeça foi que esse não havia dado certo porque, na hora certa, Deus permitiria que ele me desse um ainda mais bonito.

Acho que era isso que eu queria acreditar. No melhor, sabe?! Mesmo depois de ter me machucado tanto, eu não via os sinais e continuava querendo acreditar que ele era o cara certo. 

Hoje, vejo que não deu certo porque não era pra ser. Tudo bem. Mas pareceu certo por tanto tempo, pareceu certo a cada mensagem de bom dia e boa noite, a cada sexta de pizza, a casa descanso de sábado pós almoço, a cada tarde de domingo assistindo Criminal Minds.

Parecia tão certo que era inimaginável pensar em dar errado.

O casamento pra mim era algo tão real (e eu algo que eu jamais havia realmente consolidade na minha mente como havia feito com ele), que resolvemos comprar o primeiro móvel juntos.

E, NO MESMO DIA, deu errado. Como eu não pude perceber que Deus estava dizendo "não"?! (Poderia um humano atrapalhar de forma tão abrupta um plano se fosse de Deus?)

No final daquele mesmo dia ocorreu algo pelo qual eu jamais esperaria. Uma tentativa de ajuda. Um tom de voz mais alto. Um 'tudo bem' sem estar tudo bem. E, no final, colocar pra fora da forma mais explosiva com a pessoa errada. Em tese. Ou não. Dali pra frente, foi ladeira abaixo e eu não percebi os sinais. Eu não era prioridade. Eu era "tempestade em copo d'água". Até não ser mais nada.

Acho que o que que mais me dói é a frieza. A ingratidão. É o esquecer tão rápido quanto o se apaixonar. E agora dói tudo. Escolheria não sentir mais nada, nunca mais, por ninguém, se assim pudesse.

Mas sigo "aceitando" tendo em mente que se Deus diz não, quem sou eu pra discutir?! Sigo aceitando tentando colocar na cabeça que Deus tem o melhor pra mim.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

“Você será descartada quando se recusar a ser manipulada.”

“Todo relacionamento com um narcisista é baseado no jogo da manipulação, aonde ele te condiciona e te conduz para que você se comporte de forma a suprir as necessidades (emocionais, afetivas, sexuais, financeiras...) dele.
No momento em que você tomar consciência deste jogo e se recusar a submeter-se às manipulações do narcisista, você deixa de ser conveniente para ele e, certamente, ele irá te descartar e buscar uma outra vítima para explorar.
Narcisistas se relacionam em busca de benefícios e não em busca de amor ou conexão afetiva.
Um dos benefícios que eles buscam é o suprimento emocional, que são as suas respostas emocionais às manipulações dele. O narcisista adora jogar e manipular você. Isso faz com que ele se sinta poderoso.
Enquanto você responde às manipulações dele e supre as necessidades dele, você é interessante. Mas, quando você pára de se submeter, você deixa de ser útil.
Por isso, a sensação de ser usada e descartada não é apenas uma sensação, é uma realidade de todas as pessoas que se relacionaram com um narcisista.
Eles descartam as parceiras com muita facilidade e as substituem rapidamente por outra que gere mais benefícios e suprimento emocional.
Não se iluda! Se ele não tiver o que sugar, ele vai embora em busca de outra fonte. Não existe amor, a relação é apenas um jogo para ele.”

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Senta aqui, vou te contar o meu tamanho.


"Tanta gente com vergonha do próprio corpo, por causa de gente sem vergonha na própria língua."


Senta que lá vem história.

Eu preciso começar esse texto contando algo que sobre o qual já comentei sobre lá no Instagram, mas de forma bem superficial. 

Eu sempre fui gordinha a maior parte da minha vida. A maioria das minhas lembranças são dos meus pais ou pessoas próximas me dizendo para comer menos. Também me recordo de, na escola, ouvir os meninos cantando na hora do recreio: "Claudinha, baleia! Saco de areia."

Acho o máximo pessoas que são bem resolvidas com o próprio corpo e que não se importam com a opinião alheia. O problema é que eu nunca fui uma delas. Sempre tive vergonha. Sempre me olhei no espelho e me achei horrível. Gorda. Baleia, como os meninos gostavam de dizer.

Acontece que, quanto mais me chamavam de gorda ou me mandavam parar de comer porque eu "já estava enorme", eu apenas me sentia mais triste e mais eu descontava minhas frustrações na comida.

Até que um belo dia, assistindo uma novela da Globo, vi a atriz que interpretava uma bailarina que escondia comida debaixo da cama e vomitava tudo que comia para a mãe não brigar com ela. (Lembram dessa novela? Pois então. Aqui podemos abrir também espaço para o questionamento sobre o quanto acabamos sendo influenciados pelo que vemos na TV - e, agora, também pelas redes sociais).

No algo dos meus 17 anos, vi aquilo e pensei: "Se ela vomita, eu também posso. E se eu vomitar, posso comer tudo que eu quiser em engordar!"

Seria cômico se não fosse doentio.

O gatilho foi disparado. 

Eu comecei vomitando só as coisas que eu comia fora do "aceitável", como hambúrguer, pizza, chocolate ... Até que, aquilo começou a me "trazer resultados" e eu não queria mais vomitar só aquilo. Então, eu comecei a vomitar T U D O que eu comia. Desde o leite no café da manhã até a última refeição do dia. Fora os pacotes que eu passei a comprar de guloseimas e escondia no armário. Eu sentava na frente da TV com o pacote, comia, comia, comia até não aguentar mais. Quando me sentia saciada, simplesmente levantava, ia até o banheiro e colocava pra fora.

Hoje, pelo menos até à última vez em que me pesei, eu estava com 64 kg. Pra quem tem 1,55, isso é bastante coisa. Porém, naquela época, ao passar quase um ano vomitando tudo que comia, eu cheguei aos 50 kg.

Eu havia secado. Todo mundo notava. E eu me achava o máximo.

Eu poderia dizer pra vocês que eu tinha achado a solução do meu maior problema - minha compulsão alimentar - se não fosse os resultados que tudo isso estava me trazendo: Meu cabelo não só quebrou como caiu. Minhas olheiras eram imensas e o olhar era fundo. Meu estômago doía TODOS os dias. Até o dia em que minha garganta chegou a sangrar e eu entrei em desespero (mas continuei a vomitar).

Isso só acabou porque uma amiga, que não aguentava mais me ver naquela situação, ligou pra minha mãe e contou a ela o que eu estava fazendo. 

Me recordo a ligação ocorreu pouco tempo depois de um dia na qual saímos para lanchar, eu comi o hambúrguer e, logo depois, ela foi ao banheiro comigo e me viu enfiando o dedo na garganta pra vomitar o aquilo tudo.

Doentio, eu sei.

Mas pensem em quantas vezes eu me odiei ao me olhar no espelho e no quanto eu me sentia um lixo em todas as vezes em que fui chamada de gorda.

Por fim, depois da ligação, minha mãe - que ficou chocada com o que estava acontecendo debaixo do nariz dela, sem que ela aos menos percebesse -, me levou a um psicólogo, comecei a fazer uso de ansiolíticos e eu passei a não poder ir mais ao banheiro de porta trancada. PRA NADA. Porque ela me vigiava. 

O problema é que, sem minha "tática infalível", eu voltei a engordar tudo de novo. A partir dali eu comecei a fazer uso de remédios que tirassem o apetite por conta própria. Voltei a emagrecer. Porém, quando parava de tomar, sempre engordava mais do que eu havia emagrecido. Ou seja, um círculo sem fim.

Para finalizar a história, minha guerra com a balança continua. Minha bochechas são grandes, meu rosto é redondo, meu quadril é largo. Mas hoje, eu consigo me olhar no espelho e me sentir bem em 90% dos dias. Nos outros 10%, eu ainda brigo com ele. Mas eu tenho aprendido a ME ACEITAR e isso é um desafio interminável, no qual, quem passa pela mesma situação, sabe o quanto a gente luta dia após dia.

Agora vamos lá: Por que diachos eu tô contando isso tudo? 

Pois agora você vai entender.

Uma pessoa que conheço há muito tempo, foi conversar sobre mim com um amigo e, por um acaso, resolveu me contar o desfecho da conversa, que foi a seguinte:


Talvez a pessoa que me contou tudo isso possa ter pensado: "Vou ganhar muitos pontos contando para ela a resposta que dei para esse meu amigo!". CONTUDO, PORÉM, ENTRETANTO AND TODAVIA: a ÚNICA coisa que eu conseguia enxergar (e reler mil vezes) era:

"vc viu o tamanho que ela ta?"

Gente, sério. Sabe o que é você ler algo e sentir o mundo desabar na sua cabeça? Sabe o que você ficar sentada lendo e relendo a mesma conversa várias vezes porque a última coisa que você queria era ler algo daquele tipo?

Pois então. Eu passei o dia TODO extremamente triste. Sabem quando você se machuca, o machucado vai curando e você resolve arrancar a casca da ferida? Foi essa a sensação. Tudo aquilo que eu ouvi a maior parte da minha vida veio à tona. Eu me olhava no espelho e me sentia a criatura mais horrorosa desse mundo. 

Até que resolvi comentar sobre isso com uma amiga minha, que SEMPRE tem uma palavra cheia de luz pra me dar, a @advogadaporescolha.



"Cada cicatriz, cada estria é um mapa de tudo o que eu já vivi. E o meu coração é o mapa de quem eu sou."

Ainda bem que eu não dormi sem essa! 

Porque foram essas palavras que fizeram com que eu me desse conta de que REALMENTE EU SOU ENORME! E sabe por que? 

Porque o AMOR que eu levo dentro do meu coração é IMENSO.

Porque os meus SONHOS são IMENSOS.

Porque a minha VONTADE DE FAZER A DIFERENÇA NO MUNDO é IMENSA.

Porque a minha vontade de FAZER O MEU MELHOR EM CADA COISA é IMENSA.

E foi nessa hora eu percebi que esse cara realmente tinha razão: O MEU TAMANHO NÃO CABE EM MIM. EU SOU GRANDE PRA CARAMBA! Só que essa grandeza toda, só conhece quem me enxerga além da superfície. 


“Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo terá luz.” 

Despertar.

"Eu não fazia ideia de quem eu era até precisar de mim mesma." Eu sempre quis tanto agradar todo mundo, que, na minha cabeça, a id...