sábado, 3 de outubro de 2020

Sobre aceitar.

Continuo escrevendo pra acalmar os pensamentos. Acho que dá pra suportar melhor quando colocado pra fora. 

Me recordo que ele falava em casamento desde o início. No início, muito machucada, eu me assustava. E confesso que muitas vezes pensava: "ele é bem mais novo, só está empolgado e isso não vai dar em nada". Só que foi dando certo, e mais certo e mais certo ... até dar errado.

Não era pra ser?

Meu sonho era ter uma jóia (anel) e nunca pude. Quando contei desse sonho pra ele, me perguntou se eu toparia ele me dar o anel e o usarmos como uma aliança para o nosso noivado. Com medo, aceitei. Afinal, já fui noiva uma vez e o medo de noivar novamente para "nada" é imenso.

Quando o anel chegou: grande. Um troca poderia ser feita e foi. Quando voltou, ainda grande. Como não poderíammos trocar novamente, ele me deu e disse para usá-lo como um presente.

Na hora, ao vê-lo frustrado, o que me veio à cabeça foi que esse não havia dado certo porque, na hora certa, Deus permitiria que ele me desse um ainda mais bonito.

Acho que era isso que eu queria acreditar. No melhor, sabe?! Mesmo depois de ter me machucado tanto, eu não via os sinais e continuava querendo acreditar que ele era o cara certo. 

Hoje, vejo que não deu certo porque não era pra ser. Tudo bem. Mas pareceu certo por tanto tempo, pareceu certo a cada mensagem de bom dia e boa noite, a cada sexta de pizza, a casa descanso de sábado pós almoço, a cada tarde de domingo assistindo Criminal Minds.

Parecia tão certo que era inimaginável pensar em dar errado.

O casamento pra mim era algo tão real (e eu algo que eu jamais havia realmente consolidade na minha mente como havia feito com ele), que resolvemos comprar o primeiro móvel juntos.

E, NO MESMO DIA, deu errado. Como eu não pude perceber que Deus estava dizendo "não"?! (Poderia um humano atrapalhar de forma tão abrupta um plano se fosse de Deus?)

No final daquele mesmo dia ocorreu algo pelo qual eu jamais esperaria. Uma tentativa de ajuda. Um tom de voz mais alto. Um 'tudo bem' sem estar tudo bem. E, no final, colocar pra fora da forma mais explosiva com a pessoa errada. Em tese. Ou não. Dali pra frente, foi ladeira abaixo e eu não percebi os sinais. Eu não era prioridade. Eu era "tempestade em copo d'água". Até não ser mais nada.

Acho que o que que mais me dói é a frieza. A ingratidão. É o esquecer tão rápido quanto o se apaixonar. E agora dói tudo. Escolheria não sentir mais nada, nunca mais, por ninguém, se assim pudesse.

Mas sigo "aceitando" tendo em mente que se Deus diz não, quem sou eu pra discutir?! Sigo aceitando tentando colocar na cabeça que Deus tem o melhor pra mim.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

“Você será descartada quando se recusar a ser manipulada.”

“Todo relacionamento com um narcisista é baseado no jogo da manipulação, aonde ele te condiciona e te conduz para que você se comporte de forma a suprir as necessidades (emocionais, afetivas, sexuais, financeiras...) dele.
No momento em que você tomar consciência deste jogo e se recusar a submeter-se às manipulações do narcisista, você deixa de ser conveniente para ele e, certamente, ele irá te descartar e buscar uma outra vítima para explorar.
Narcisistas se relacionam em busca de benefícios e não em busca de amor ou conexão afetiva.
Um dos benefícios que eles buscam é o suprimento emocional, que são as suas respostas emocionais às manipulações dele. O narcisista adora jogar e manipular você. Isso faz com que ele se sinta poderoso.
Enquanto você responde às manipulações dele e supre as necessidades dele, você é interessante. Mas, quando você pára de se submeter, você deixa de ser útil.
Por isso, a sensação de ser usada e descartada não é apenas uma sensação, é uma realidade de todas as pessoas que se relacionaram com um narcisista.
Eles descartam as parceiras com muita facilidade e as substituem rapidamente por outra que gere mais benefícios e suprimento emocional.
Não se iluda! Se ele não tiver o que sugar, ele vai embora em busca de outra fonte. Não existe amor, a relação é apenas um jogo para ele.”

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Senta aqui, vou te contar o meu tamanho.


"Tanta gente com vergonha do próprio corpo, por causa de gente sem vergonha na própria língua."


Senta que lá vem história.

Eu preciso começar esse texto contando algo que sobre o qual já comentei sobre lá no Instagram, mas de forma bem superficial. 

Eu sempre fui gordinha a maior parte da minha vida. A maioria das minhas lembranças são dos meus pais ou pessoas próximas me dizendo para comer menos. Também me recordo de, na escola, ouvir os meninos cantando na hora do recreio: "Claudinha, baleia! Saco de areia."

Acho o máximo pessoas que são bem resolvidas com o próprio corpo e que não se importam com a opinião alheia. O problema é que eu nunca fui uma delas. Sempre tive vergonha. Sempre me olhei no espelho e me achei horrível. Gorda. Baleia, como os meninos gostavam de dizer.

Acontece que, quanto mais me chamavam de gorda ou me mandavam parar de comer porque eu "já estava enorme", eu apenas me sentia mais triste e mais eu descontava minhas frustrações na comida.

Até que um belo dia, assistindo uma novela da Globo, vi a atriz que interpretava uma bailarina que escondia comida debaixo da cama e vomitava tudo que comia para a mãe não brigar com ela. (Lembram dessa novela? Pois então. Aqui podemos abrir também espaço para o questionamento sobre o quanto acabamos sendo influenciados pelo que vemos na TV - e, agora, também pelas redes sociais).

No algo dos meus 17 anos, vi aquilo e pensei: "Se ela vomita, eu também posso. E se eu vomitar, posso comer tudo que eu quiser em engordar!"

Seria cômico se não fosse doentio.

O gatilho foi disparado. 

Eu comecei vomitando só as coisas que eu comia fora do "aceitável", como hambúrguer, pizza, chocolate ... Até que, aquilo começou a me "trazer resultados" e eu não queria mais vomitar só aquilo. Então, eu comecei a vomitar T U D O que eu comia. Desde o leite no café da manhã até a última refeição do dia. Fora os pacotes que eu passei a comprar de guloseimas e escondia no armário. Eu sentava na frente da TV com o pacote, comia, comia, comia até não aguentar mais. Quando me sentia saciada, simplesmente levantava, ia até o banheiro e colocava pra fora.

Hoje, pelo menos até à última vez em que me pesei, eu estava com 64 kg. Pra quem tem 1,55, isso é bastante coisa. Porém, naquela época, ao passar quase um ano vomitando tudo que comia, eu cheguei aos 50 kg.

Eu havia secado. Todo mundo notava. E eu me achava o máximo.

Eu poderia dizer pra vocês que eu tinha achado a solução do meu maior problema - minha compulsão alimentar - se não fosse os resultados que tudo isso estava me trazendo: Meu cabelo não só quebrou como caiu. Minhas olheiras eram imensas e o olhar era fundo. Meu estômago doía TODOS os dias. Até o dia em que minha garganta chegou a sangrar e eu entrei em desespero (mas continuei a vomitar).

Isso só acabou porque uma amiga, que não aguentava mais me ver naquela situação, ligou pra minha mãe e contou a ela o que eu estava fazendo. 

Me recordo a ligação ocorreu pouco tempo depois de um dia na qual saímos para lanchar, eu comi o hambúrguer e, logo depois, ela foi ao banheiro comigo e me viu enfiando o dedo na garganta pra vomitar o aquilo tudo.

Doentio, eu sei.

Mas pensem em quantas vezes eu me odiei ao me olhar no espelho e no quanto eu me sentia um lixo em todas as vezes em que fui chamada de gorda.

Por fim, depois da ligação, minha mãe - que ficou chocada com o que estava acontecendo debaixo do nariz dela, sem que ela aos menos percebesse -, me levou a um psicólogo, comecei a fazer uso de ansiolíticos e eu passei a não poder ir mais ao banheiro de porta trancada. PRA NADA. Porque ela me vigiava. 

O problema é que, sem minha "tática infalível", eu voltei a engordar tudo de novo. A partir dali eu comecei a fazer uso de remédios que tirassem o apetite por conta própria. Voltei a emagrecer. Porém, quando parava de tomar, sempre engordava mais do que eu havia emagrecido. Ou seja, um círculo sem fim.

Para finalizar a história, minha guerra com a balança continua. Minha bochechas são grandes, meu rosto é redondo, meu quadril é largo. Mas hoje, eu consigo me olhar no espelho e me sentir bem em 90% dos dias. Nos outros 10%, eu ainda brigo com ele. Mas eu tenho aprendido a ME ACEITAR e isso é um desafio interminável, no qual, quem passa pela mesma situação, sabe o quanto a gente luta dia após dia.

Agora vamos lá: Por que diachos eu tô contando isso tudo? 

Pois agora você vai entender.

Uma pessoa que conheço há muito tempo, foi conversar sobre mim com um amigo e, por um acaso, resolveu me contar o desfecho da conversa, que foi a seguinte:


Talvez a pessoa que me contou tudo isso possa ter pensado: "Vou ganhar muitos pontos contando para ela a resposta que dei para esse meu amigo!". CONTUDO, PORÉM, ENTRETANTO AND TODAVIA: a ÚNICA coisa que eu conseguia enxergar (e reler mil vezes) era:

"vc viu o tamanho que ela ta?"

Gente, sério. Sabe o que é você ler algo e sentir o mundo desabar na sua cabeça? Sabe o que você ficar sentada lendo e relendo a mesma conversa várias vezes porque a última coisa que você queria era ler algo daquele tipo?

Pois então. Eu passei o dia TODO extremamente triste. Sabem quando você se machuca, o machucado vai curando e você resolve arrancar a casca da ferida? Foi essa a sensação. Tudo aquilo que eu ouvi a maior parte da minha vida veio à tona. Eu me olhava no espelho e me sentia a criatura mais horrorosa desse mundo. 

Até que resolvi comentar sobre isso com uma amiga minha, que SEMPRE tem uma palavra cheia de luz pra me dar, a @advogadaporescolha.



"Cada cicatriz, cada estria é um mapa de tudo o que eu já vivi. E o meu coração é o mapa de quem eu sou."

Ainda bem que eu não dormi sem essa! 

Porque foram essas palavras que fizeram com que eu me desse conta de que REALMENTE EU SOU ENORME! E sabe por que? 

Porque o AMOR que eu levo dentro do meu coração é IMENSO.

Porque os meus SONHOS são IMENSOS.

Porque a minha VONTADE DE FAZER A DIFERENÇA NO MUNDO é IMENSA.

Porque a minha vontade de FAZER O MEU MELHOR EM CADA COISA é IMENSA.

E foi nessa hora eu percebi que esse cara realmente tinha razão: O MEU TAMANHO NÃO CABE EM MIM. EU SOU GRANDE PRA CARAMBA! Só que essa grandeza toda, só conhece quem me enxerga além da superfície. 


“Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo terá luz.” 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

(...)

“Tô me adaptando. Eu nem sei mais ser solteiro.”

Foi com essa última mensagem que eu cai em mim. A verdade dói, mas liberta. É, eu sei que demorou muito tempo pra eu cair na real. 


Na verdade, você nunca ME amou. Você gostava e se dava bem com as minhas fraquezas. Me encontrou aos cacos, me abraçou e quis fazer de você meu mundo. 


Você soube lidar bem com o meu medo de ficar sozinha, com a minha insegurança e falta de amor-próprio. 


Você nunca ME quis. Você queria ALGUÉM, porque, na verdade, você é quem não sabe ficar sozinho. E é muito fácil “perfilar” uma pessoa aos pedaços e levar ela pro seu mundo. Você é bom em agradar, em fazer a pessoa se sentir especial, convenhamos. Afinal, "quem quer rir, tem que fazer rir." 


Mas é triste saber que demorei a me dar conta de que, depois de 10 meses juntos, a sua “dor” é não se acostumar a ser solteiro e não por estar sem a pessoa que amava: simplesmente porque não amava. 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Para o amor que virá.

 


"Certamente eu não te notarei quando se aproximar de mim, estarei ocupada demais buscando curar minhas feridas. Eu me enganei ao amar alguém que nunca se importou comigo e agora estou juntando os cacos de mim.

Quando me vir passar por você, não me culpe pela falta de jeito, pela falta de uma animação exagerada, pelo cabelo preso de qualquer maneira. Eu amei demais e deixei que roubassem o meu sorriso. Eu amei demais, me doei demais e acreditei em um caminho que não dava em lugar algum.

Eu tentei caber em um vestido PP, mas meu número é G. Eu tentei gostar de cerveja, mas o que aprecio mesmo é coca-cola.

Me perdoe amor pela minha falta de jeito, por ser míope e te confundir de forma tão leviana. Enxerguei o relacionamento passado com minha parte mais otimista e não demorou muito para que eu me visse nua, desnuda de meus anseios, diminuída em minhas capacidades, pobre em minhas aspirações. Eu deixei que um outro se apoderasse de mim sem piedade, não protegi minha integridade e agora assim estou.

O telefone toca, contudo nem sempre o atendo, a vida chama, mas há em mim um receio em novamente errar, mas não desista de mim. Não desista do que ficou, não desista de enxergar aquela que mesmo destroçada encontrou forças para lutar e afastar de si uma pessoa incapaz de compartilhar o melhor, incapaz de despertar o melhor.

Não desista dessa que aqui está, descalça, com marcas de uma luta que marcou o fim de um relacionamento sofrido. Não desista dessa que pode não ter hoje a alegria de ontem, que entende que errou, mas que mesmo assim encontrou forças, sabe-se lá de onde, para mudar as coisas.

Amor, quando colocar seus olhos sobre mim, seja ponderado e respeitoso, seja carinhoso e gentil. Aqui em sua frente está uma pessoa que acreditou que ia para o paraíso dos deleites românticos, mas que na verdade partiu desprevenida para uma guerra silenciosa.

Todos os dias eu me convenço que não me cabe a culpa, todos os dias eu busco ensinar-me novamente a acreditar. Estou reaprendendo a viver, estou sendo o melhor de mim, mesmo sem os pedaços que me foram arrancados no passado.

Depois do fim, depois da lama e dos destroços, achei que não conseguiria novamente levantar, mas estou andando pelo mundo, ainda que devagar. A vida insiste e mesmo que a vontade por vezes falte, ela tem sido suficiente para me embalar nesses dias que hoje são singelos e simples, contudo repletos de pequenas descobertas.

Agora eu arrisco sair de casa sem preocupações ansiosas, arrisco encontrar velhos amigos sem avisos prévios, arrisco comprar as mais belas flores para presentear a mim e enfeitar minha pequena casa. Hoje eu ouso ouvir os discos antigos que ficaram guardados por anos e cantarolar minhas canções favoritas sem receios. Hoje eu tomo banhos demorados e visto qualquer coisa, sem a obrigação de ser o que não sou.

Hoje eu me acho perfeitamente normal dentro de minhas loucurinhas saudáveis. Hoje eu como chocolate na hora que tenho vontade e assisto às minhas comédias românticas sem protelá-las em prol de algum besteirol americano que não me apetece.

Estou me acostumando a ser só. A sensação é como aquela que sentimos quando colocamos os pés em uma água estupidamente gelada, mas que com o tempo torna-se inacreditavelmente agradável. Estou achando minha companhia surpreendentemente boa. Tão boa que preciso te pedir que não permita que eu me feche em mim e perca assim a chance de me apaixonar e amar verdadeiramente no futuro.

Estou ensaiando alguns passos para uma dança inédita. Estou dando pulinhos desajeitados buscando me encontrar. E eu desejo que você esteja perto o suficiente para quando me vir embalada por essa inusitada dança me puxar pela mão e me aninhar em seu peito em uma dança de dois.

E que você não precise de palavras para me convencer de sua verdade. Que o teu abraço acalente meu coração acalmando-o com seu toque sereno. Que o seu olhar revele o melhor de você em mim e que o melhor de mim floresça em você. Que possamos dividir animados a mesma tragada de ar e que juntos tenhamos fôlego para mergulhar em nós, bem fundo, tocando as profundezas ainda intocadas do nosso eu.

Que nós possamos reconstruir as ruínas da confiança que nos habita, que nós possamos nos desvendar como enigmas, que nós possamos nos aventurar pela imensidão de possibilidades lindas que moram dentro do verdadeiro amor."

domingo, 27 de setembro de 2020

Tudo igual.

 


Ok, eu já sei que as expectivas que criamos sobre as pessoas são de responsabilidade somente nossa. Mas confesso que hoje me pego bastante frustrada e decepcionada com o que tenho visto.

Nunca achei que idade fizesse muita diferença em relacionamentos. Hoje, talvez, minha ideia sobre isso esteja um pouco mudada. Acabou, eu sei. Não tenho esperança de volta e nem quero. Acho que o final foi bem conturbado e bastante cheio de machucados.

Contudo, durante o meu relacionamento com alguém quase oito anos mais novo que eu, eu realmente passei a acreditar que ele era diferente. Que não era como os outros que precisasse encher ficar olhando todo e qualquer tipo de mulher na internet que tem a única intenção de se expor. (Sim, o corpo é delas e elas fazem o que quiser com eles, emas essa é outra história).

Mas eu realmente achei que ele fosse diferente no sentido de não precisar disso: uma internet cheia de mulheres sem conteúdo, que passam o dia mostrando o corpo pra se recebrem elogios e aumentarem seus egos. Afinal, era ele mesmo que sempre me disse que esses tipos de garotas não faziam o tipo o dele, que ele diferente, maduro e que queria casar.

Diferentemente de tudo que me foi dito, hoje ele se mostra exatamente o contrário. Foi terminar comigo e encher o instagram de meninas que nunca viu na vida, mas que passam o dia mostrando o corpo.

A vida dele, eu sei. Ele me disse pra seguir minha vida, pois ele seguiria a dele. O que incomoda é a falsidade. A imaturidade. É a falta de verdade. É saber que ele passou meses me dizendo ser uma coisa que hoje eu vejo claramente que não é. Muito pelo contrário, apenas se mostra igual a todos os outros.

Vida que segue. 

Só espero que a mesma vida não culpe por não acreditar em mais ninguém.

São todos iguais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Ela não é complicada. Você é que não está acostumado a lidar com uma mulher intensa.


"Ela não é complicada, ela não é problemática, ela não é difícil de lidar. Ela tem algumas dores, alguns traumas, algumas cicatrizes. Tem coisa que ainda dói no peito, tem coisa que ainda aperta, mas olha, todo mundo tem! 

A intensidade assusta, a profundidade a faz um mergulho para poucos, mas ora, o raso não vai fazer ninguém feliz. Ela é intensa mesmo e não vai frear a sua essência e esse vulcão que traz dentro do peito. Caso esteja acostumado com o superficial, dê meia volta. 

Não é pra qualquer bico, não é pra qualquer gosto, ela tem suas particularidades e seus exageros, aprenda a lidar ou não vai passar um minuto na vida dela. Ela tem sede de ser feliz, está cansada de goles, de gotas, de faíscas. Do que chega pra fazer uma baguncinha e partir, ela está fora, exausta, cansada. Só venha se vier arrumar, só venha se souber lidar, só venha se for homem o bastante pra lidar com uma mulher de verdade."

Despertar.

"Eu não fazia ideia de quem eu era até precisar de mim mesma." Eu sempre quis tanto agradar todo mundo, que, na minha cabeça, a id...